A Trindade, mistério da vida intima de Deus

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Queridos irmãos e irmãs, hoje é a Festa da Santíssima Trindade, que é um mistério e nós o celebramos e nele devemos contemplar. A nossa inteligência humana não abarca todo esse mistério, mesmo querendo é muito difícil, mas se estivemos em comunhão com Ele nós podemos abraça-lo de modo admirável e isso nos dá a plena felicidade. A trindade se revela para nós nas três pessoas que é o Pai, o Filho e o Espirito Santo, mas em só Deus.

No Livro do Deuteronômio nos mostra o Deus da Aliança feita com a humanidade. Sabemos que Deus criou todas as coisas e o universo foi feito de modo admirável por Ele. A sabedoria de Deus está em toda parte, tudo manifesta a gloria de Deus. Moisés, um grande libertador do Povo de Deus, guiado pelo poder de Deus e desse modo o povo foi tirado da escravidão do Egito para a Terra prometida. Ele já no final da sua vida resume para nós a Aliança feita por Deus e que tem exigência para unir novamente o Povo de Deus. 

Assim devemos lembrar e contemplar os feitos de Deus que fez para o seu Povo escolhido. A história disso não pode ser esquecida. Moises nos mostra o rosto de Deus e nós o reconhecemos na comunhão e intimidade Dele com seu povo, para isso deve cumprir os mandamentos de Deus, pois Ele é fiel e sempre nos procura para estar com Ele, apesar das nossas transgressões, Ele sempre vem até nós para nos reconciliarmos com Ele, pois Ele é bom e misericordioso. O povo antigo não conhecia esse mistério da Trindade, mas já tinha uma ideia da unicidade e espiritualidade; e também reconhecia os atributos como onipotência e a misericórdia de Deus. (cf. Dt 4, 32-34.39-40)

Na carta de São Paulo aos romanos nos exorta para a proximidade de Deus ao homem e por sua bondade nos tornou filhos amados e adotivos em Jesus Cristo. Hoje podemos chamar Deus de Pai quando pronunciamos o abba. Nós não somos mais órfãos e temos um Pai que zela pelo nosso bem na conquista da felicidade eterna no céu que começa aqui na terra nosso dia a dia, buscando a justiça e o verdadeiro bem. (cf. Rm 8,14-17)

O evangelista Mateus nos narra, no seu evangelho, o encontro final entre Jesus com seus discípulos e nos dá a formula do Batismo que é usado no sacramento de iniciação cristão. Somos batizados na trindade santa, isto é em nome Pai, do Filho e do Espirito Santo. Assim participamos, pelo Batismo, da trindade Santa. Aqui também nasce o nosso compromisso batismal que é ser missionário, cumprindo o mandato de Cristo que é: ide pelo mundo, anunciai o evangelho e os que creem, batize-os na trindade santa, e desse modo se agrega a grande comunidade que é a Igreja de Cristo. (cf. Mt 28,16-20)
O prefacio desta missa de hoje nos fala muito que é: "Com o vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória  atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade".

Deus nos mostra o seu amor no seu filho e nos impulsiona para missão na força do Espirito Santo. O amor de Deus contagia a todos, pois Ele nos faz forte agraciando-nos com sua graça que nos revigora e nos faz ser as testemunha no mundo. 

Que esta liturgia nos faz ver no irmão a presença de Deus e que possamos viver a comunhão com Deus e com todos. Que a justiça seja propagada e que a paz seja concretizada no nosso meio. Nós podemos viver o amor de Deus por causa do amor de Cristo que se concretizou no selo da cruz. Um Deus que nos liberta na paixão, na morte e na ressurreição de Cristo.
Tudo por Jesus nada sem Maria!

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Papa Regina Coeli: encontramos Cristo em quem vive a experiência da pobreza

Papa Francisco: "A Ascensão nos exorta a olhar para o céu para, em seguida, dirigi-lo para a terra, realizando as tarefas que o Senhor ressuscitado nos confia".

Silvonei José - Cidade do Vaticano

A Ascensão do Senhor, que se celebra neste domingo (13/05) em muitas parte do mundo – no Brasil também -, “enquanto inaugura uma nova forma de presença de Jesus entre nós, pede-nos para termos olhos e coração para encontrá-lo, para servi-lo e testemunhá-lo aos outros. Trata-se de ser homens e mulheres da Ascensão, isto é, buscadores de Cristo ao longo dos caminhos do nosso tempo, levando a sua palavra de salvação até os confins da terra”. Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Regina Coeli neste VII domingo de Páscoa, Solenidade da Ascensão do Senhor.

“Neste caminho – continuou o Papa - nós encontramos o próprio Cristo nos irmãos, especialmente nos mais pobres, naqueles que sofrem em sua própria carne a dura mortificação da experiência de velhas e novas pobrezas”.
A Ascensão nos exorta a olhar para o céu para, em seguida, dirigi-lo para a terra, realizando as tarefas que o Senhor ressuscitado nos confia.

O Santo Padre recordou em seguida que "como no início Cristo ressuscitado enviou seus apóstolos com a força do Espírito Santo, também hoje Ele nos envia, com a mesma força, para sermos sinais concretos e visíveis de esperança".

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Parece realmente muito ousada a tarefa que Jesus confia a um pequeno grupo de homens simples e sem grandes habilidades intelectuais! No entanto,  - disse ainda Francisco - esta pequena companhia, irrelevante diante das grandes potências do mundo, é enviada para levar a mensagem de amor e de misericórdia de Jesus a todos os cantos da terra.

Mas este projeto de Deus só pode ser realizado pelo poder que o próprio Deus concede aos apóstolos. Nesse sentido, Jesus assegura-lhes que sua missão será sustentada pelo Espírito Santo.

“Assim, esta missão pôde se tornar realidade, e os apóstolos deram início a essa obra, que depois foi continuada por seus sucessores. A missão confiada por Jesus aos Apóstolos continuou ao longo dos séculos e continua até hoje: essa requer a colaboração de todos nós. De fato, cada um, em virtude do Batismo que recebeu, é capacitado a proclamar o Evangelho".

O Papa concluiu pedindo à Virgem Maria que, como Mãe do Senhor que morreu e ressuscitou, animou a fé da primeira comunidade de discípulos, “ajude também a nós a manter “os nossos corações ao alto", como nos exorta a fazer a Liturgia. E ao mesmo tempo nos ajude a ter “os pés no chão” e a semear com  coragem o Evangelho nas situações concretas da vida e da história”.
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