Uma voz clama por nossa conversão


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Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando hoje o segundo domingo do Advento do Senhor, e temos a voz profética de Isaias e de João Batista que vem ao nosso encontro nos apelando para a conversão e mudança de vida para prepararmos pela Vinda do Senhor.

A liturgia bíblica desse domingo  nos convida a prepararmos o caminho do Senhor que vem até nós.
No livro do Profeta Isaias faz o anuncio da libertação. Aqui o contexto é o exilio do povo de Deus na Babilônia, pois o povo transgrediu e pecou. O profeta consola-o e faz o anúncio do perdão de Deus e indica o novo caminho de salvação e vida. È a oportunidade de um novo êxodo e vai experimentar um Deus que ama e a sua mão bondosa com o seu povo.

O povo vai descobrir novamente a maravilha da aliança que se concretiza na comunhão com Deus. Para isto será enviado um mensageiro que vai à frente fazendo esse anuncio libertador que é uma boa noticia para Jerusalém e Judá. Assim, o povo sentirá a presença de um Deus que nuca abandona o seu povo, apesar das transgressões.. (cf. Is 40,1-5.9-11)

Na segunda carta de São Pedro nos faz um anuncio de um novo céu e uma nova terra. Isso será uma Parusia, uma volta do Senhor. Mas, para isto é preciso que cada um de nós sejamos vigilante na espera e no preparo.
Como que isso se faz? É vivendo os ensinamentos de Jesus na sua Palavra e na voz da Igreja que sempre nos educa como mãe e mestra dos seus membros. Ainda devemos empenhar para transformar o mundo, construindo já no nosso meio o Reino, que é antessala de um novo céu e uma nova terra onde todos poderão viver a justiça, o amor, o perdão, a fraternidade, a misericórdia, a solidariedade e a partilha. Onde há cristão não pode haver exclusão, fome e falta de humanidade. (cf. 2Pd 3,8-14)

O evangelista Marcos nos traz João Batista que anuncia o Senhor e a ele que devemos acolher a sua voz, pois Ele é o Messias libertador da humanidade. A nossa conversão é necessária, pois Deus já se voltou para nós e cabe a cada um de nós chegarmos a Ele com mudança de vida e de atitudes. João Batista está no deserto de Judá e começa a pregar a necessidade de sair do pecado e converter a Deus por que o dia da justiça do Senhor virá para todos. Ele é mensageiro do Senhor que vem antes para preparar o caminho e planificar o que tiver tortuoso.  (cf. Mc 1,1-8)

Como que se faz isso? Dizer não ao pecado e reconhece-lo para receber o perdão de Deus em uma conversão sincera. Fazer uma boa confissão e ter um firme proposito de não pecar mais, purificando assim a vida para a graça divina. Os nossos vazios, as nossas omissões, as nossas vaidades, os nossos orgulhos, as nossas ambições, os nossos orgulhos, as nossas ganancias, os nossos  ódios  e tudo que atrapalham a nossa vida para ter uma comunhão com Deus e com todos nossos irmãos de caminhada. Agora é estar em plena harmonia e expectativa com a vida do Senhor, vivendo a fraternidade plena com todos no banquete da vida que Deus oferece a todos.

Que esta liturgia nos ajude a despertar em nós uma vontade de fazer tudo novo, restaurando no amor de Deus que liberta e na fraternidade entre nós que rejuvenesce os nossos corações, aquecendo-os na graça de Deus. Portanto,  preparemos bem para a segunda vida do Senhor e fazer uma grande memoria do Natal de Jesus que nos proporcionou o salvador no meio de nós. Amém.


Tudo por Jesus nada sem Maria 

Bacharel em Teologia e Filosofo Jose Benedito Schumann Cunha


Cristo Rei e a justiça Universal


Hoje estamos celebrando a Solenidade do Cristo Rei, e desse modo encerramos o ano litúrgico. Durante esse ano percorremos a historia da nossa salvação que se culmina de modo grandioso com Cristo Rei e o julgamento universal.

A  liturgia bíblica deste domingo nos faz compreender que Jesus é Rei e o seu reino já foi instalado entre nós. Quem semeou foi Cristo, obediente ao projeto de Deus para salvar a humanidade e transformar esse mundo em valores e pilares de justiça, de amor, de partilha, de compaixão, de solidariedade, de amor e de misericórdia que se faz na difusão do perdão entre as pessoas. Somo discípulos de Cristo e queremos percorrer a sua estrada e Ele vai nos construir novamente em um homem novo.

Como sabemos que Cristo e como distinguimos a sua realeza? Assim vamos mostrar em três aspectos dessa realeza:

NO livro do profeta Ezequiel Deus se revela de modo sem mascara como Pastor, pois Ele é que conduz o povo ao bem como pastor de ovelhas e quer bem delas. O profeta Ezequiel denuncia os maus pastores que só aproveitam e tiram vantagens ilícitas do seu povo. Eles exploram e abusaram o seu povo, trazendo misérias, morte e desgraça por toda parte. E ainda revela a catástrofe final de Jerusalém e exílio do seu povo.

Quando os governantes são maus e corruptos, isso traz do tipo de violência humana como mortes, misérias e doenças sem nenhuns cuidados por falta de recursos materiais e humanos. Agora o nosso Deus se compadece do seu povo e Ele mesmo quer ser o Rei Pastor que vai levar o seu Povo para campinas verdejante e águas cristalinas. (cf. Ez 34, 11-12.15-17). Se quisermos ser guiados por um Deus que cuida de todos, então reflita o Salmo 23 .

Na carta de São Paulo aos Coríntios nos apresenta Jesus como Rei Soberano, pois Ele é o vencedor da morte e do pecado, estabelecendo em todos a sua realeza universal. Jesus é a primícia de todos nós com a sua vitoriosa ressurreição. Agora todos que morreram e os que morrem têm aberta a porta do céu, mas que se deve fazer a peregrinação nesta terra, construindo pontes que levam a verdadeira vida, restabelecendo a fraternidade na mesa da Palavra e da eucaristia. (cf. 1Cor 15,20-26.28)

Finalmente, o evangelista Mateus nos apresenta Jesus como Rei Juiz. Jesus nos julga nos nossos atos nesta vida e no juízo final vai premiar os bons e deixará os maus de lado. Isso é porque Ele é justo. (cf. Mt 25,31-46)

Quem constrói a casa deve preocupar não com luxo, mas com a base sólida e firme e que ela seja segura sempre. Jesus virá na sua gloria e separará as ovelhas dos cabritos, isto é os bons dos maus, pois Deus sonda os nossos corações e as nossas intenções. O que vai valer na hora julgamento pessoal com Ele e no juízo final será as nossas obras de caridade, de misericórdia, de perdão, de partilha e de solidariedade pelos que mais sofrem no nosso meio. Nós podemos ser balsamos aos que estão às margens da vida como os pobres, os mendigos, os moradores de rua e os que são dependentes de álcool e drogas.

Que esta liturgia nos transforme e faz com que o nosso coração frio se desperte e aqueça de amor de Deus para que possamos ser agentes de transformação de nossa sociedade. E que a justiça e a misericórdia reinem em todos os corações. Amém

Tudo por Jesus nada sem Maria.


Bacharel em Teologia e Filósofo Jose Benedito Schumann Cunha
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