O Mundo precisa de Missionários

A messe é grande e poucos são os operários

Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o 11º Domingo do Tempo Comum, e a liturgia de hoje nos lembra da Missão que devemos desempenhar no mundo. Sabemos que Deus tem um plano de Salvar todos os homens, mas esta tarefa Deus quer a nossa ajuda e a nossa disposição de realizá-la em todos os cantos da terra.

A liturgia bíblica nos fala dessa missão que todos são chamados, isto é, os do passado e nós de hoje para cumprir esse mandato de Deus para que o mundo conheça o projeto de Salvação que Deus tem para cada pessoa.

No livro do Êxodo vemos a Missão de Israel dada por Deus a Moisés. Aqui vemos que Deus escolhe um Povo e lhe propõe uma Aliança para que esse povo seja portador das promessas messiânicas a todo povo, ninguém ficará excluído dessa novidade. Deus fala a Moisés no Monte Sinai, lugar de encontro com o nosso Deus. Assim diz o Senhor Deus: "Se escutardes a minha voz e fordes fiéis à minha aliança, sereis meu povo escolhido, um reino de sacerdotes, uma nação santa". Todo povo aceita esse apelo da Aliança de Deus com eles. O povo será o sinal de Deus no mundo como é a Igreja hoje para todos os cantos da Terra. (cf. Ex 19,2-6a)

Na carta aos Romanos temos a narrativa da missão de Jesus no mundo. Ele foi enviado pelo Pai, tornou para nós o Salvador e ainda é a cabeça da Igreja, novo povo de Deus que terá a missão de anunciar a boa noticia a todos que Deus é amor e tem um predileção por toda humanidade. (cf. Rm 5,6-11)

O evangelista Mateus nos mostra as obras de Jesus através dos seus gestos e palavras e após isso temos o chamados dos doze apóstolos que vão ajudá-lo na sua missão de levar a boa noticia da salvação a todos que quiserem aderir ao chamado de Deus. Aqui temos um belo roteiro missionário para seguirmos e colocá-lo em prática. O missionário deve abraçar atitudes de quem tem a missão de anunciar Jesus a todos sem exceção. Jesus vê a realidade de como o povo estava, pois era como ovelhas sem um pastor para conduzi-los.

Ele percebe que há uma grande multidão e os operários são poucos, por isso Ele pede a Deus mais operários. O mundo precisa de missionários autênticos sem querer regalias e privilégios, mas ser porta voz de Cristo aos que estão famintos da palavra de Deus e da sua justiça. O numero doze é sugestivo e teológico pois nos quer dizer: O número "12" recorda as 12 tribos de Israel e é símbolo da totalidade.

Como nós recebemos a graça de ser de Deus , então devemos fazer o mesmo. Somos anunciadores de Deus da vida, apesar que o mundo está na contramão de Deus, pois a violência, a intolerância religiosa e politica, o egoísmo e o materialismo, nós não devemos desanimar para que a mensagem de Cristo seja proclamada e ouvida por todos. Se o mundo acreditar em Deus, as coisas mudam para melhor e o bem prospera em todos os lugares. (cf. Mt 9,36-10,8)

Que esta liturgia nos ajude a tomar consciência e fazer de cada um de nós passemos de ouvintes da Palavra para ação como missionário de Cristo no mundo.

Tudo por Jesus nada sem Maria


(Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

 Santíssima Trindade faz irradiar «uma nova luz sobre a terra»
Angelus 11/06/2017, CTV


Palavras do papa antes do angelus do 11 de junho de 2017 (tradução completa)

Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando hoje a Festa da Santíssima Trindade e nós podemos celebrar esse dia com jubilo porque Deus é amor e nos inda completamente para podermos estar em comunhão com Ele. Nós temos um Deus que vem sempre ao nosso encontro apesar de nossas falhas humanas. 
Como Moisés, devemos prostar diante e pedir perdão e clemencia , pois Deus é bom e rico em misericórdia. A beleza de Deus está por toda parte, principalmente quando reunimos em uma comunidade para louvar e agradecer a Deus por tudo de bom que |Ele nós dá. Esse mistério  trino é para ser contemplado e adorado com todo nosso ser.

Deus no ama sempre em primeiro lugar e cabe a cada um de nós amá-Lo na pessoa do nosso irmão e irmã que precisam de  nossa atenção e ajuda, mas para fazer isso precisamos nos amar e nos purificar a nossa mente de todo preconceito e mau julgamento. Vamos sempre rezar para o nosso Papa Francisco para continuar nos dando exemplo de pastor que vai até as ovelhas do mundo inteiro e de zelo pela sua Igreja, cuidando-nos na fé, na esperança e no amor (Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

« Deus procura-nos atende-nos e ama-nos sempre em primeiro lugar. É como a flor da amendoeira, como diz o profeta: ela é a primeira a despontar», explicou o papa Francisco antes do angelus deste domingo, 11 de junho de 2017, na Praça de S. Pedro, na festa da Santíssima Trindade, na presença de 15.000 pessoas.

Porque a Santíssima Trindade « fez irradiar uma nova luz sobre a terra e no coração de todo o ser humano que a acolhe; uma luz que revela os lados sombrios, as durezas que nos impedem de dar bons frutos de caridade e de misericórdia».

«A comunidade cristã, sublinhou o papa, apesar de todos os limites humanos, pode tornar-se um reflexo da comunhão da Trindade, da sua bondade e da sua beleza. Mas isso, como o próprio S. Paulo o testemunha, passa necessariamente pela experiência da misericórdia de Deus, do seu perdão».

O papa convidou os batizados a rezarem à Virgem Maria para que ela os ajude “a entrar cada vez mais, (…) na comunhão trinitária, para viver e testemunhar o amor que dá sentido à vida.

Eis a nossa tradução das palavras do papa Francisco antes da oração do ângelus.

AB

Antes do Angelus

Caros irmãos e irmãs, as minhas saudações!

As leituras bíblicas deste domingo, festa da Santíssima Trindade, ajudam-nos a entrar no mistério da identidade de Deus.

A segunda leitura apresenta os votos que S. Paulo dirige à comunidade de Corinto: « Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 13).

Esta «bênção» do apóstolo é o fruto da sua experiência pessoal do amor de Deus, esse amor que o Cristo ressuscitado lhe revelou, que transformou a sua vida e o «empurrou» a levar o evangelho aos gentios.

A partir dessa experiência de graça, Paulo pode exortar os cristãos por estas palavras: «sede alegres, procurai a perfeição, encorajai-vos mutuamente, […] vivei em paz» (v. 11). A comunidade cristã, apesar de todos os limites humanos, pode tornar-se um reflexo da comunhão da Trindade, da sua bondade, da sua beleza. Mas isso, como o próprio Paulo o testemunha, passa necessariamente pela experiência da misericórdia de Deus, do seu perdão.

É o que acontece aos judeus no caminho do Êxodo. Quando o povo rompeu a aliança, Deus apresentou-se a Moisés na nuvem para renovar o pacto, proclamando o seu nome e o seu significado: «o Senhor, Deus misericordioso e compassivo, lento para a ira e rico em amor e em fidelidade» (Ex 34, 6). Este nome exprime que Deus não é distante nem fechado em si mesmo, mas que é Vida que quer comunicar-se, que é abertura, que é Amor que resgata o homem da sua infidelidade, porque se oferece a nós para preencher os nossos limites e as nossas carências, para perdoar os nossos erros, para nos reconduzir ao caminho da justiça e da verdade. Esta revelação de Deus chegou à sua plenitude no Novo Testamento, graças à palavra de Cristo a da sua missão salvífica. Jesus manifestou-nos a face de Deus, Um na substância e Trino nas pessoas. Deus é na totalidade e unicamente Amor, numa relação subsistente que cria, resgata e santifica todas as coisas: Pai, Filho e Espírito Santo.

O Evangelho de hoje «coloca em cena» Nicodemos, que, embora ocupasse um posto importante na comunidade civil e religiosa da época, não parou de procurar Deus. E eis que ele se apercebeu do eco da voz de Deus em Jesus. No decorrer do diálogo noturno com o Nazareno, Nicodemos compreende finalmente que ele é já procurado e atendido por Deus, que Deus o ama pessoalmente.

Deus toma a iniciativa: vem à nossa procura, atende-nos e ama-nos sempre em primeiro. É como a flor da amendoeira, como diz o profeta: ela é a primeira a florir (cf Jer 1, 11-12).

Jesus fala a Nicodemos deste modo: «Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que quem acredita nele não se perca, mas obtenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Em que consiste essa vida eterna? É o amor gratuito e sem medida do Pai que Jesus deu sobre a cruz, oferecendo a sua vida para nossa salvação. Esse amor, pela ação do Espírito Santo, fez irradiar uma nova luz sobre a terra e em todo o coração humano que o acolhe, uma luz que revela os lados sombrios, as durezas que nos impedem de dar bons frutos de caridade e de misericórdia.

Que a Virgem Maria nos ajude a entrar cada vez mais, com todo o nosso ser, na comunhão trinitária, para viver e ser testemunhas do amor que dá um sentido à nossa existência.

© Tradução de ZENIT, P. Joaquim Domingos Luís
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