Quando Deus está presente nós teremos coragem sempre


 Barco de Jesus e Pedro

Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando nesse domingo o 19º Domingo do Tempo comum. Quando Deus está conosco nós vamos ter sempre a coragem de enfrentar situações e problemas, pois Ele é que vai dar direção aos nossos projetos e desafios que a vida nos oferece. Hoje celebramos o dia dos pais e que este dia possamos orar por todos eles que possam ter alegria de orientar bem seus filhos para a vida em abundância com Deus. Jesus andando pelas águas nos indica que Ele está acima dos problemas para mostrar que quando Ele vem até nós, nos ajuda a superá-Los, pois Ele é maior e nos ampara sempre.

A liturgia bíblica  nos ajuda a entender a presença de Deus na nossa historia e na Igreja. Deus sempre toma iniciativa e se revela para nós. É preciso que tenhamos fé.

No Livro do Primeiro Reis Deus se revela numa brisa leve e suave e nunca de modo impetuoso ou de modo de dar medo a pessoa que quer vê-LO.

Aqui temos Elias que estava cansado e amedrontado pela perseguição de morte por Jesabel. Então ele fugiu e foi em direção ao Monte Horebe, o mesmo onde Moisés teve o encontro com Deus. Ele acreditava que Deus se manifestaria no vento, no fogo ou no terremoto, mas Deus quis se revelar por uma brisa suave e leve. Ali ele pode ter a experiência e o encorajamento para continuar a sua missão de profeta. Deus nunca se impõe. É na tranquilidade e serenidade que Deus nos fala e a sua Palavra vem até nós de modo tranquilo para que possamos com ela agir como um porta voz de Deus.

Deus fala assim ao nosso coração e nos dá a direção certa para vivermos nesse mundo com Ele de modo pleno e abundante até a eternidade. (1Rs 19,9a.11-13)

Na carta aos romanos Paulo nos fala que Deus revelou-se a humanidade, oferecendo uma proposta de Salvação ao seu Povo, mas esse a rejeitou. Deus tem paciência e nunca se impõe, mas espera que a gente livremente aceita a sua vontade que é sempre boa para nós. (cf. Rm 9,1-5)

O evangelista Mateus nos fala da experiência que os apóstolos tiveram no mar agitado, mas alguém surgem andando pelas águas, esse era Jesus. No inicio desta visão deu medo a eles, mas Jesus fala não tenha medo, sou Eu. Pedro insiste em dizer: se é você então deixa ir caminhando até vós. Assim foi feito, Pedro começa andar, mas teve medo, pedindo socorro e Jesus pede dê-me a sua mão e o amparou, dizendo homem de pouca fé. Quando Jesus entra na barca, o mar fica calmo, então todos disseram: tu és verdadeiramente Filho de Deus. (cf Mt 14,22-33)

Esta passagem nos mostra que a barca é a Igreja, Jesus é a cabeça dela e Pedro, que hoje é representado pelo papa é timoneiro que a dirige. Quando temos Jesus em nossa vida e a voz da Igreja nos dando a direção nós podemos caminhar seguro e sem medo, construindo aqui um reino de Justiça, de verdade, de partilha e de misericórdia para todos até chegarmos ao reino definitivo prometido por Jesus para todos que O seguem. Embora pode surgir momentos de tribulação como Ele mesmo nos exortou: “haverá tribulação” (Mateus 24:21), mas seremos sempre capazes de superar todos os obstáculos e problemas desde que estejamos firmes na fé,  na oração e caminhando sempre com Cristo na Eucaristia e na sua palavra.

As dificuldades e as tempestades da vida são diluídas pela presença de Jesus que é sempre fiel ao homem. Que esta liturgia nos ajude a procurar Jesus no silêncio do nosso coração e não nos ruídos que nos atrapalham de percebermos que Jesus está sempre ao nosso lado, encorajando-nos a nossa caminha de modo seguro e sem medo nesse mundo em vista da eternidade feliz.

Da pacem, Domine, in diebus nostris. Dá paz, ó Senhor, em nosso tempo.


Tudo por Jesus nada sem Maria!

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Transfiguração : encontrar Jesus para poder servir

Palavras do Papa Francisco antes e depois do angelus de 6 de agosto de 2017

6 AGOSTO 2017P. JOAQUIM DOMINGOS LUÍSANGELUS E REGINA CAELI, PAPA FRANCISCO
 Angelus 06/08/2017, CTV
Angelus 06/08/2017, CTV

«O acontecimento da Transfiguração do Senhor oferece-nos uma mensagem de esperança : deste modo estaremos com ele. Ele convida-nos a encontrar Jesus, para estar ao serviço dos nossos irmãos»: o papa Francisco dedicou a sua alocução, antes do angelus deste domingo, dia 6 de agosto de 2017, na Praça de S. Pedro, a uma meditação sobre a Transfiguração de Jesus diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João.

O papa convidou os batizados à aproveitar o verão para dedicarem mais tempo ao encontro com Cristo e com a sua Palavra na oração, lugar de uma experiência parecida à dos três apóstolos: «no fim da experiência admirável da transfiguração, os discípulos desceram da montanha (cf. v.9) com os olhos e o coração transfigurados pelo encontro com o Senhor. É o percurso que também nós mesmos podemos realizar. A descoberta sempre mais viva de Jesus não é um fim em si mesma, mas ela leva-nos a « descer da montanha », revigorados pela força do Espírito divino, para decidir fazer novos passos de conversão autêntica e para ser testemunhas constantemente da caridade”.

Para isso o papa indica o caminho do desapego das coisas do mundo e a oração: «Trata-se de nos dispormos a uma escuta atenta e orante de Cristo, Filho bem-amado do Pai, procurando momentos íntimos de oração que permitem o acolhimento dócil e alegre da Palavra de Deus».

Eis a nossa tradução das palavras pronunciadas pelo papa Francisco antes e depois da oração do angelus do meio dia, da janela do escritório do Vaticano que dá para a praça de S. Pedro.

AB

Palavras do Papa Francisco antes do angelus

Caros irmãos e irmãos, as minhas saudações!

Este domingo a liturgia celebra a festa da Transfiguração do Senhor. A página do evangelho de hoje conta-nos que os apóstolos Pedro, Tiago e João foram testemunhas deste acontecimento extraordinário.

Jesus levou-os consigo “e conduzi-os à parte sobre uma alta montanha” (Mt 17, 1) e enquanto ele orava a sua face mudou de aspecto, brilhante como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.

Moisés e Elias apareceram, e entraram em diálogo com Ele. Nesse momento, Pedro disse a Jesus: «Senhor que bom é estarmos aqui. Se quiseres, farei três tendas aqui, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias (v.4). Ainda não tinha terminado de falar quando uma nuvem luminosa os envolveu».

O acontecimento da Transfiguração nos oferece uma mensagem de esperança – seremos assim com Ele: – Ele convida-nos a encontrar Jesus, para estar ao serviço dos nossos irmãos.

A subida dos discípulos ao Monte Tabor leva-nos a refletir sobre a importância de se desligar das coisas do mundo, para alcançar um caminho para o alto e contemplar Jesus. Trata-se de nos dispormos a uma escuta atenta e orante de Cristo, Filho bem-amado do Pai, e procurar momentos íntimos de oração que permitem o acolhimento doce e alegre da Palavra de Deus.

Somos chamados a redescobrir o silêncio pacificador e regenerador da meditação do evangelho, que conduz a um final rico em beleza, esplendor e alegria.

Nesta perspetiva, o tempo de verão, é um momento providencial para aumentar o nosso compromisso de procura e de encontro com o Senhor.

Neste período, os estudantes estão livres dos seus compromissos escolares e muitas famílias estão de férias; é importante que, no período de descanso e do desligar-se das ocupações quotidianas, possamos refazer as forças do corpo e do espírito, e aprofundemos o caminho espiritual.

No final da experiência admirável da Transfiguração, os discípulos desceram da montanha (cf. V.9), com os olhos e o coração transfigurados pelo encontro com o Senhor. É o percurso que também nós podemos realizar. A redescoberta sempre mais viva de Jesus não é um fim em si mesma, mas ela leva-nos a “descer da montanha”, revigorados pela força do Espírito divino, para decidir fazer novos passos de conversão autêntica e para testemunhar constantemente da caridade, como lei da nossa vida quotidiana.

Transformados pela presença de Cristo e pelo ardor da sua Palavra, seremos o sinal concreto do amor vivificante de Deus por todos os nossos irmãos, especialmente pelos que sofrem, pelos que se encontram na solidão e no abandono, pelos doentes e pela multidão de homens e mulheres que, em diferentes partes do mundo, são humilhados pela injustiça, o abuso do poder e a violência.

Na Transfiguração, entendemos a voz do Pai celeste que diz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-O! » (v.5). Olhemos para Maria, a Virgem da escuta, sempre pronta a acolher e guardar no seu coração toda a palavra do seu divino Filho (cf. Lc 1, 51). Que a celeste Mãe de Deus se digne ajudar-nos a entrar em harmonia com a Palavra de Deus, para que Cristo se torne a luz e o guia de nossa vida. Confiemos-lhe as férias de todos, para que sejam serenas e fecundas, mas sobretudo o verão dos que não podem fazer férias, por que estão impedidos pela idade, por razões de saúde, por dificuldades económicas ou por outros problemas, para que seja, em todo o caso, um tempo de descanso, animado pela presença dos amigos e por momentos alegres.

Palavras do Papa Francisco depois do angelus

Caros irmãos e irmãs,

Saúdo-vos a todos, romanos e peregrinos de diferentes países: famílias, associações, e fiéis individualmente.

Saúdo em especial os vários grupos de jovens e adolescentes que aqui estão hoje: saúdo-vos a todos com um grande afeição. Em especial o grupo da pastoral dos jovens de Verone, os jovens d’Adria, Campodarsego, Offanengo.



Desejo a todos um bom domingo. E, por favor, não vos esqueceis de rezar por mim. Bom almoço! Adeus!
Tecnologia do Blogger.